#fiquedeolho

Acua B, cacique charrua no RS

A índia charrua, Acua B, cacique da tribo no RS, esteve presente na Assembleia Legislativa do estado nessa segunda-feira, 21, durante a reunião com o deputado Paulo Piau, relator do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, que aconteceu na parte da tarde, e no evento realizado a noite, na mesma casa, por três partidos que concorrem, unidos, à prefeitura de Porto Alegre.

As opiniões estavam divididas no evento entre a opção de vetar todo o projeto ou apenas alguns pontos específicos. Os partidários da presidenta Dilma Roussef se manifestaram pela veto parcial, o que pode ser um indicativo da decisão de Dilma.

Acua B cobrou das autoridades presentes mais atenção para o seu povo. “Como é que a lei não enxerga nós, o povo charrua, que preserva a mata e cuida do olho d’água?”, questionou a cacique.

Cacique charrua protesta contra o relatório do projeto do novo Código Florestal

 

A Rio+20 está chegando. É hora de intensificar a campanha pelo veto deste vergonhoso projeto do novo Código Florestal Brasileiro.
Precisamos mostrar para o Governo que o discurso dos políticos ruralistas, mancomunados com os pseudo-comunistas, de que são apenas os interesses estrangeiros que querem o veto desse Código é uma falácia, uma tentativa de enganar a sociedade.
Nessa galeria de imagens coletadas das redes sociais e postadas aqui no blog, está representada uma pequena parte da grande diversidade de opiniões das mais diferentes comunidades e grupos brasileiros contrários ao projeto do “novo” Código Florestal.
A presidenta Dilma deverá se pronunciar sobre o assunto antes ou durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece de 13 a 22 de junho na cidade do Rio de Janeiro. A menos de um mês do início do evento, precisamos mostrar, de uma vez por todas, que as alterações do Código Florestal são maléficas para a sociedade atual e a futura.
Escolha uma dessas imagens – a que mais lhe agrada – e coloque no seu perfil público das redes sociais. Incentive seus amigos e familiares a fazerem o mesmo.
Vamos usar o nosso direito de escolher o futuro que queremos para nós e para os nossos descendentes. Chega de baixar a cabeça e deixar que políticos e grandes empresários decidam por nós.

Mãos à obra!

“Na ponta do lápis, somente os agricultores que participam do programa “Soja Livre” instalados no Mato Grosso embolsaram receita adicional de R$ 235,3 milhões na última safra. Adicionalmente, ao não terem que recolher taxas de royalties para as empresas produtoras de sementes transgênicas, economizaram R$ 47,4 milhões”, informaCésar Borges de Sousa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados e vice-presidente da Caramuru Alimentos, em artigo publicado no jornal Valor, 18-05-2012.

Segundo ele, “mais valorizada pelo mercado, a soja não transgênica é também mais competitiva. É o que mostra estudo da Embrapa Agropecuária Oeste sobre a safra 2010/11. O custo de produção da soja transgênica situou-se em R$ 1.219,86 por hectare, enquanto o da soja convencional ficou em R$ 1.187,60, uma economia de R$ 32,20 por hectare”.

Eis o artigo.

Em outubro de 2010, a Embrapa, maior centro de pesquisa agropecuária do mundo tropical, lançava um programa denominado “Soja Livre” no Mato Grosso, maior produtor brasileiro do grão. Menos de dois anos depois, o programa, conduzido em parceria com a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e com a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), é uma das principais conquistas da agricultura brasileira.

Explica-se: os produtores que a ele aderiram estão operando com grandes vantagens sobre os agricultores que formam suas lavouras com variedades transgênicas: economizam no pagamento de royalties pagos às empresas produtoras de sementes geneticamente modificadas, operam com menor custo de produção e registram alta produtividade.

De quebra, ainda obtêm maior remuneração, como resultado do prêmio que os consumidores europeu e asiático – que têm aversão a produtos transgênicos – dispõem-se a pagar, de forma a garantir o suprimento de produtos certificadamente não geneticamente modificados.

Na ponta do lápis, somente os agricultores que participam do programa “Soja Livre” instalados no Mato Grosso embolsaram receita adicional de R$ 235,3 milhões na última safra. Adicionalmente, ao não terem que recolher taxas de royalties para as empresas produtoras de sementes transgênicas, economizaram R$ 47,4 milhões.

Mais valorizada pelo mercado, a soja não transgênica é também mais competitiva. É o que mostra estudo da Embrapa Agropecuária Oeste sobre a safra 2010/11. O custo de produção da soja transgênica situou-se em R$ 1.219,86 por hectare, enquanto o da soja convencional ficou em R$ 1.187,60, uma economia de R$ 32,20 por hectare.

Já pelos cálculos da Embrapa e de estudo do Instituto Matogrossense de Economia Agrícola (Imea) realizado na safra 2009/10, a vantagem da soja convencional é ainda maior. Esse trabalho apontou o custo de produção de R$ 440,26 para a soja transgênica, enquanto o da soja não transgênica ficou em R$ 380,75 – o que significa um ganho de R$ 51,51 por hectare.

Os produtores que participam do “Soja Livre” também não conhecem o preocupante aumento da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o herbicida utilizado nos pacotes tecnológicos de lavouras geneticamente modificadas associado com o uso de herbicidas convencionais que voltaram com força total para proporcionar um manejo mais efetivo.

O insuspeito Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) calcula que a área infestada por plantas invasoras e resistentes ao agroquímico já soma mais de 10 milhões de hectares. No Brasil, os campos de produção de soja estão sendo tomados por invasoras como o capim amargoso, buva, corda de viola, trapoeraba e o próprio milho transgênico, resistente ao glifosato. São plantas de rápida disseminação e difícil controle, o que deve ser realizado com aplicações posteriores de outras famílias de defensivos, acarretando custos adicionais de produção.

O Brasil, a propósito, assumiu a liderança mundial no consumo de agrotóxicos. As vendas de defensivos em 2010 somaram US$ 8 bilhões, movimentando 1 milhão de toneladas, o que representa o consumo de 5 quilos de agroquímicos por brasileiro, conforme dados da Associação Nacional de Defesa Vegetal. Ou seja, a propalada redução da utilização de defensivos que a transgenia proporcionaria ao meio ambiente não passa de mais um mito.

Finalmente, é preciso que se diga com clareza que, não fosse o pioneirismo do programa “Soja Livre”, garantindo a oferta de sementes convencionais de alto desempenho, o produtor estaria à mercê do monopólio da transgenia – fato que, infelizmente, pode estar ocorrendo no mercado de milho. Trata-se, como se vê, de uma questão de soberania nacional.

Diante desse quadro, soa risível o bordão “a Embrapa perdeu o bonde”, escrito e multiplicado por chamados analistas de mercado para apontar o que pretensamente seria um ponto fraco da entidade: seu suposto atraso tecnológico na pesquisa e desenvolvimento de produtos transgênicos.

A Embrapa, detentora de um dos maiores bancos genéticos públicos do planeta, não apenas investe na pesquisa de produtos transgênicos como vem registrando conquistas que colocam o trabalho de investigação científica brasileira na linha de frente da pesquisa mundial. Como exemplo, cite-se o feijão transgênico resistente a vírus, um feito que constitui pioneirismo mundial.

Responsável pela proeza de desenvolver a tecnologia de produção que permitiu a exploração dos Cerradosbrasileiros, a Embrapa também deu a maior contribuição para colocar o Brasil nas primeiras posições do ranking internacional de produção e exportação de soja, ao aclimatar a cultura originária da China às condições tropicais.

Perfeitamente sintonizada com a modernidade, a empresa desenvolve variedades de soja transgênica e de outras culturas. É o caso da alface-vacina, que incorpora uma proteína que atua como antígeno do protozoário que provoca a leishmaniose (lepra). Uma vez desenvolvida tal tecnologia, podermos nos imunizar contra a doença com o prosaico ato de consumir alfaces (!).

Mais ainda: a empresa também investe no desenvolvimento de variedades transgênicas de batata resistentes aos vírus do enrolamento das plantas e do mosaico; na obtenção de plantas de mamão das variedades formosa e papaia resistentes ao vírus da mancha anelar e de tomates resistentes ao geminivírus, uma das piores pragas da cultura.

Finalmente, a Embrapa é um dos principais pilares da política de segurança alimentar do país, ao garantir o suprimento de material genético de alta performance de produtos de importância socio-econômica, como o são os alimentos básicos: mandioca, arroz, feijão, trigo, leite, carnes e outros. Vale lembrar que as empresas de transgenia não manifestam o menor interesse por este mercado de produtos básicos. O material genético desenvolvido pela instituição só interessa às empresas de sementes quando se trata de grandes culturas.

Tudo considerado, a afirmação de que a “A Embrapa perdeu o bonde” constitui, pois, evidente descalabro ou – mais grave -, dissimulada divulgação de interesses comerciais de empresas às quais a empresa brasileira é indevidamente comparada.

Via IHU On-line

Brasília sediará o I Encontro de Ecopedagogia. O evento acontece no dia 5 de junho, a partir das 13h30, na Escola da Natureza. (Parque da Cidade, portão 5)

A iniciativa é do Movimento Ecopedagogia. A coordenação está sob responsabilidade da pedagoga Luciana Ribeiro, editora do site Ecopedagogia.

Mais informações: www.ecopedagogia.bio.br

Contatos:

E-mail: anafolha1@gmail.com
E-mail: escoladanatureza@gmail.com
Telefones: (61) 85926436  e (61) 39017756

Programação:

*Dinâmica Grupal que insere a Carta da Terra e o movimento ecopedagogia– Responsável: Lêda Bhadra

*Apresentação do Musical “Vamos Preservar o Planetinha”, e um depoimento sobre os trabalhos que a Pedagoga Roseni e equipe de trabalho do SLU – Sistema de Limpeza Urbana –DF desenvolvem nas escolas da DF;

*Apresentação dos personagens: “Vida e Sensível”- abordando a preservação ambiental por meio da Pedagogia Hospitalar e Escolar – Responsável: Juliana Ribeiro;

*Bate-Papo com Patrícia Guarnieri – sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos e sua implementação no contexto escolar;

*Discussão sobre as expectativas do Curso Pós-Graduação SENAC/EAD – DF Responsável: Alexandra Martins;

*Eco-vivência teatral sobre “O poder da Sustentabilidade”. Responsáveis: Paulo Bareicha e Luciana Bareicha;

*Depoimentos de professores e coordenadores que participaram da eco-vivência propiciada pela Carta da Terra e pelo livro Ana Folha e a Turma do Lixão: “Vamos preservar nossas florestas”;

*Lanche Eco-solidário (Trazer frutas para compartilhar com os participantes do evento) ;

*Distribuição da Carta da Terra;

*Sorteio de livros doados por escritores e editoras;

*Entrega de lembrancinhas ecológicas;

*Registro de fatos e depoimentos que serão registrados como documentário.

O Povo já deu o recado. Foi para a rua, em vários cantos do Território Nacional, anunciar o desejo de preservar os recursos naturais do Brasil, da Terra.

A imprensa livre já recebeu a mensagem e replicou para todos os lados que o “novo” Código Florestal ruralista não é bem-vindo, que o Povo o considera nefasto. Só não ouviu quem não escuta o Povo. A presidenta do País, Dilma Roussef, já ouviu – várias vezes – a voz dos que clamam por seus direitos e de seus descendentes de terem um ambiente natural preservado.

“Queremos soberania alimentar e energética, justiça social e progresso ambiental. VETA DILMA!” (Trecho do texto lido em conjunto no proteste realizado no dia 5 de maio, em São Paulo.)

Pelos importantes serviços prestados a favor da vida, deixamos aqui os nossos sinceros agradecimentos à ambientalista gaúcha Hilda Zimmermann que, aos 89 anos, morreu na manhã desta quinta-feira, 3, em Porto Alegre.

Hilda foi uma das pioneiras do movimento ambientalista gaúcho. Ao lado de José Lutzenberger, foi uma das fundadoras da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN).

A ABRASCO (Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva), através do seu grupo Diálogos e Convergências, coletivo composto por representantes de vários grupos temáticos da Associação, lançou ontem um dossiê sobre o impactos dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros. O documento, lançado no Congresso Mundial de Alimentação e Nutrição em Saúde Pública (WNRio 2012), tem como objetivo sensibilizar, por meio de evidências científicas, as autoridades públicas nacionais e internacionais para a construção de políticas públicas que posam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados por esses produtos químicos.

“O dossiê é um alerta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva à sociedade e ao Estado brasileiro. Registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no país e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos sobre a saúde pública”, afirma Luiz Augusto Facchini, presidente da ABRASCO. Segundo Facchini, a identificação de numerosos estudos que comprovam os graves e diversos danos à saúde provocados pelos agrotóxicos impulsiona esta iniciativa. “Constatar a amplitude da população à qual o risco é imposto mostra a sua relevância: trabalhadores das fábricas de agrotóxicos, da agricultura, da saúde pública, a população do entorno das fábricas e das áreas agrícolas, além dos consumidores de alimentos contaminados, toda a população em fim, como evidenciam os dados oficiais”, ressalta Facchini. Além dos efeitos imediatos, como intoxicação e morte, os efeitos crônicos podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em várias doenças como cânceres, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

“Nos últimos três anos o Brasil vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais. Tais impactos são associados ao nosso atual modelo de desenvolvimento, voltado prioritariamente para a produção de bens primários para exportação”, afirmou Fernando Carneiro, do GT Saúde e Ambiente da ABRASCO, que coordenou a elaboração do documento.

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Observatório da Industria dos Agrotóxicos da UFPR, divulgados durante o 2º Seminário sobre Mercado de Agrotóxicos e Regulação, realizado em Brasília (DF), em abril de 2012, enquanto, nos últimos dez anos, o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado brasileiro cresceu 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado mundial de agrotóxicos. O resultado dessa crescente dependência dos agrotóxicos e fertilizantes químicos é que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado, segundo análise de amostras coletadas em todas as 26 Unidades Federadas do Brasil, realizadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da ANVISA (2011).

A segunda parte do dossiê, que terá como tema “Agrotóxicos, Saúde e Sustentabilidade”, será lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) – Cúpula dos Povos, durante a Rio +20 por Justiça Social e Ambiental, de 20 a 22 de junho.

O dossiê sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros é um documento aberto, em constante construção. Participe através do Fórum aberto no nosso site contribuindo com textos teóricos, metodológicos, resultados de estudos, evidências de impactos, desafios e propostas!

Clique no link a seguir e assista ”o veneno está na mesa“, de Silvio Tendler, documentário que ilustra muitas das questões abordadas no dossiê.

Fonte: ABRASCO

O dia, que amanheceu ensolarado nesse sábado, 21, em Porto Alegre, acabou sofrendo uma virada de tempo que trouxe frio para a cidade e vento forte na orla do rio Guaíba.

O abraço ao rio aconteceu mesmo sob as interpéries. Segundo os organizadores, um novo abraço será realizado em data a ser definida. A intenção é celebrar a importância que o Guaíba tem para a cidade e demonstrar para a Administração Pública que a população está preocupada com os projetos que estão programados para serem instalados na orla do rio, sem as devidas consultas populares.

Fotos: Cesar Cardia

Atividade integra Abraço ao Guaíba no sábado e Passeio Ciclístico no domingo.

De acordo com a tradição budista, uma chuva de pétalas e néctar caiu quando o Buda Shakyamuni nasceu, no dia 8 de abril de 566 A.C.. Para comemorar a data, os japoneses criaram o Hanamatsuri, ou Festival das Flores. A festa espalhou-se pelo mundo, e no Brasil já acontece em São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Este ano, pela primeira vez, Porto Alegre vai ter a sua versão do evento, que acontecerá na Usina do Gasômetro, nos dias 21 e 22 de abril.

A extensa programação cultural, artística e religiosa inclui uma mostra de cinema e fotografia, oficinas de origami, shodô e ikebana; apresentações de música, danças típicas e artes marciais e uma procissão com o Pequeno Buda, com a participação de crianças vestidas com trajes típicos, além de outras atividades.

RITUAIS

O tradicional ritual do banho do Buda com chá adocicado, chamado Kanbutsue, é um dos principais acontecimentos da festa. No budismo japonês, acredita-se que quem homenageia o Buda na ocasião do seu aniversário é abençoado e tem seus pedidos atendidos. Ao banhar o Iluminado, a pessoa imagina que está banhando a si mesma. Assim, ela purifica o coração e pode avaliar sua conduta perante a vida.

O ritual consiste em ir até o altar, chamado de Hanamidô, recolher o chá em uma concha e derramar sobre a cabeça da imagem do Buda menino três vezes. Segundo a lenda, o chá representa a chuva de néctar que caiu para anunciar o nascimento de Shakiamuni, o que fez com que as flores se abrissem em sua homenagem. Apesar de ser doce, a bebida não contém açúcar e vem diretamente do Japão.

O nascimento de Buda é comemorado como “Vesak” em quase todos os países asiáticos. Também já é festejado nos Estados Unidos e na Europa. A diferença entre o “Vesak” e o Hanamatsuri é que o primeiro inclui a celebração da iluminação e a lembrança da parinirvana do Buda, enquanto que no Japão e no Brasil estes outros eventos são celebrados em datas diferentes (8 de dezembro – iluminação, e 15 de fevereiro – parinirvana).

Dependendo do calendário lunar chinês, o festival pode ser em abril ou maio. No Japão, a festa se assemelha à realizada em São Paulo. Na Índia, onde 6% da população são budistas, as pessoas vestem branco e é servido arroz doce, ou kheer, para lembrar a história de Sujata, uma donzela que teria oferecido ao Buda uma tigela da guloseima.

Na Coréia, durante o mês da comemoração, lanternas são usadas para decorar os templos. No dia do aniversário, comida e chá são oferecidos gratuitamente para as pessoas que vão prestigiar o Buda. Já no Nepal, o nascimento de Buda é reverenciado durante um mês inteiro. O dia é chamado de Buda Purnima. Comida não vegetariana é proibida e, como na Índia, os budistas também usam roupas brancas que representam a paz.

Em Porto Alegre, a coordenação do evento é da Sanga Águas da Compaixão (Jisui Zendô) e do Cento de Estudos Budistas Bodisatva (Cebb).

PROGRAMAÇÃO PARCIAL

Cerimônias:
Sábado:
10h – Solenidade de Abertura.
11h – Cortejo Hanamido, Cerimônia inter-religiosa e Kambutsu-e (banho no Pequeno Buda).
13h às 19h – Kambutsu-e (banho no Pequeno Buda) aberto ao público.
16h – Abraço ao Guaíba

Domingo:
10h – Cerimônia de Cura do Meio-ambiente (com saída para Passeio Ciclístico).
10h30 às 17h – Kambutsu-e (banho no Pequeno Buda) aberto ao público.

Palestras:

Sábado:
13h30 – “Abordagens de Pacificação e Cura dentro da Cultura Indígena e da Cultura Negra” – Palestrantes: Cacique José Cirilo (Guarani); Prof. Catafesto de Souza (UFRGS) e José Antônio dos Santos da Silva (Fórum Permanente de Educação e Diversidade do RS).

15h – “Panorama histórico do movimento ambiental no Rio Grande do Sul” – Palestrante: Celso Marques + Cicloativistas: “O futuro de Porto Alegre – A bicicleta como instrumento de paz e promoção da felicidade” – Palestrante: Marcelo Sgarbossa + “Porto Alegre.cc: Wikicidade – uma nova postura de cidadania” – Palestrante: Domingos Secco Junior.
16h30 – “A Vida do Buda” – Palestrante: Lama Padma Samten (CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatva) + “O simbolismo do Hanamatsuri na cultura japonesa e sua inserção na cultura do Rio Grande do Sul.” – Palestrante: Monja Isshin Havens (Jisui Zendô – Comunidade Soto Zen do Sul)
18h – “Justiça Restaurativa” – Palestrante: Dr. Leoberto Brancher e “Consciência no Trânsito dentro da perspectiva de uma Cultura de Paz” (Vida Urgente)

Domingo:
10h – “Diálogos Inter-religiosos” Apresentação da visão e das ações de cultura de paz de cinco tradições religiosas. – Palestrantes: Monja Shoden (ViaZen), Cristina Navoas (Espiritismo), José Antarki (Representante das tradições do Vale Sagrado dos Incas), entre outros convidados a serem confirmados.
14h – “A Cultura Andina – A história de um povo que aprendeu a transformar a opressão em sabedoria e compaixão” – Palestrante: José Antarki. + “Japão pós-Fukushima: continuidade ou ruptura?” – Palestrante: Prof. Rev. Joaquim Monteiro.
16h – “Conselhos para Tempos Desafiadores” – Palestrante: Chagdud Khadro (Chagdud Gonpa Brasil). “O bom coração é o remédio que cura todos os conflitos, é o grande antídoto para o egocentrismo e para todos os problemas que advém deste. Naturalmente faz brotar a compreensão e a compaixão; deixa-nos mais abertos para ouvir, mais capazes de saber a razão pela qual estamos tendo problemas pessoais e de resolvê-los.” (Sementes de Sabedoria – Reflexões Budistas para Cultivar a Paz, Chagdud Tulku Rinpoche, Editora Makara)

Apresentações:

Sábado: (outras apresentações serão confirmadas em breve):

15h – Recital musical “Batuque tuque tuque” baseado na obra poética de Oliveira Silveira. Com Vera Lopes, Sirmar Antunes, Pâmela Amaro, John Silva
17h – Artes Marcias: Hapkido e Kung Fu
17h30 – Shakuhachi (flauta zen budista) – Henrique Elias Sulzbacher e Shamisen – Thiago Anjin
18h – Cosplay
18h30 – Som do Tibet – apresentação do artista plástico e cantor Ogen Shak
19h – Gandharvas Mantras

Domingo:
10h30 – Artes Marcias: Tai Chi e Haedong Kumdo
11h – Bon Odori (danças tradicionais japonesas) com participação do público
11h30 – TAIKÔ: grupo Wakaba Taikô, da Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba
12h – Yosakoi: Taiko com Coreografia
13h – Artes Marcias: Muay Boran
13h30 – Danças tradicionais japonesas. (Associação Fujinkai de Porto Alegre)
14h – DJ Gitã
14h30 – TAIKÔ: grupo Wakaba Taikô, da Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba
15h – Cosplay
15h30 – Odori Jovem (Dança do Matsuri)
16h – DJ Gitã
16h30 – SARASVAT (Grupo de Mantras Indianos)
17h – RENATO VELHO – em apresentação de lançamento do seu segundo disco solo, Astenosférico.
18h – Banda Trem Imperial
18h30 – POCKET SHOW de encerramento com a banda DARMA LOVERS.

Passeio Ciclístico:

SAÍDA: Domingo às 10h30 da Usina do Gasômetro, em direção ao parque da Redenção.
TRAJETO: Av. Pres. João Goulart, Av. Loureiro da Silva, Av. Eng. Luiz Englert, Av. Osvlado Aranha, Av. José Bonifácio (pelo Brique da Redenção), Travessa da Paz, Av. Venâncio Aires, Av. Aureliano de Figueiredo, Pinto (para a rótula das cuias), Av. Edvaldo Pereira Paiva (até o Gasômetro), Encerramento na Usina do Gasômetro.
DISTÂNCIA APROXIMADA: 8KM
TEMPO APROXIMADO DE DESLOCAMENTO: 80 minutos.

Exposições e estandes:

- Fotografia: “Crianças do outro lado do mundo”: crianças do Nepal, Índia e crianças Tibetanas de Dharamsala; Ilka Filipini
- Fotografia: “Bomba de Hiroshima” – Memorial da Imigração e Cultura Japonesa-UFRGS
- Bonsai (Associação de Bonsai do RS)
- Orquídea
- Govinda (Roupas Indianas)
- Massoterapia
- AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural)
- JISUI ZENDÔ (Comunidade Soto Zen do Sul)
- CEBB (Centro de Estudos Budistas Bodisatva)

Oficinas:
- Shodô: Caligrafia japonesa, com o Prof. Hiroshi Suganuma (Memorial da Imigração e Cultura Japonesa do RS)
- Furoshiki com Tomoko Sensei (Memorial da Imigração e Cultura Japonesa-UFRGS)
- Artes Marciais (Hapkido, Muay Boran, Haedong Kumdo, Tai Chi e Kung Fu)
- Meditação para adultos e crianças
- Desenho e pintura tibetana com Singa Dorje Lama, artista nepalês residente no Chagdud Gonpa Brasil
- Kirigami
- Graffiti (ministrada pelo Coletivo 07).

Gastronomia:
- Yakissoba
- Temaki / Sushi
- Harumaki / Gyoza
- Frango Xadrez
- Yakimeshi
- Produtos Vegano
- Doces

Filmes:
Sábado:
15h:
Peixe Vermelho (ficção, 14min, Brasil/RS, 2009)
Direção: Andreia Vigo
Uma misteriosa sequência de eventos leva uma mulher para território desconhecido. Melhor Produtor/Produção Executiva, Melhor Fotografia, Melhor Música, Melhor Edição de Som no 38º Festival de Cinema de Gramado;
Prêmio Especial do Júri no Lady Filmmakers Film Festival de Los Angeles; Menção Honrosa no 17º Festival de Cinema e Video de Cuiabá.

Haruo Ohara (16min, ficção, 35mm, Brasil/PR, 2010)
Direção: Rodrigo Grota
A vida, a obra do imigrante, agricultor, fotógrafo japonês Haruo Ohara (1909-1999). Nascido a 5 de novembro de 1909 na província japonesa de Kochi, ilha de Shikoku, no Japão, Haruo se mudou para a região de Londrina em 1933. Entre 1934 e 1999, paralelamente à sua vida de agricultor, produziu quase 20 mil fotos da cidade, tornando-se uma referência estética e histórica para a memória visual de Londrina. Entre os principais temas de sua fotografia estão a vida no campo, o convívio com a família, a cidade de Londrina e a busca por imagens abstratas, tendência acentuada após a sua mudança para a região central de Londrina em 1951. O filme conquistou 23 prêmios entre festivais nacionais e internacionais. Entre eles, Prêmio Onda Curta no Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2010; Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Prêmio Aquisição Canal Brasil e Melhor Filme segundo o júri paralelo formado por estudantes de cinema, no 38º Festival de Cinema de Gramado.

SOU (documentário, 26min, Brasil/RS, 2010)
Direção: Andreia Vigo
O documentário SOU é um registro histórico-poético sobre a identidade afro-gaúcha, tendo como base a vida e a obra do poeta gaúcho Oliveira Silveira (1941-2009). Oliveira também é conhecido como o poeta da Consciência Negra, por ter sido um dos idealizadores da proposta de criação do 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra. Documentário produzido como parte integrante do projeto RS Negro: educando para a diversidade.

16h
Tempo de Espera, Tempo de Vipassana (52min India/Israel 1997)
Direção: Eilona Ariel, Ayelet Menahemi
O filme relata uma experiência ocorrida no Presídio de Tihar, Nova Déli, 1993 e em diversas prisões da India, com aplicação da técnica de Meditação Vipassana, com o intuito de abrandar o sofrimento dos presos, que obtiveram resultados significativos para suas vidas e para o convívio com a realidade da prisão, tornando-os pessoas mais positivas para o retorno à sociedade. O filme demonstra como a prática da meditação silenciosa e da auto-observação pode auxiliar a uma melhor compreensão de si-mesmo e da realidade ao seu redor, melhorando a qualidade de nossas vidas e de todos que convivem conosco. A técnica acabou por levar ao quase aniquilamento da reincidência, corrupção e uso de drogas nos presídios onde está funcionando. Em razão do sucesso imediato, foi estendida aos funcionários do estabelecimento e proporcionou a proliferação de cursos periódicos em uma área especialmente criada para reflexão. A transformação modelar da prisão Tihar, nos últimos 13 anos da experiência, acabou fazendo-a referência para outros presídios indianos. Vencedor dos Prêmios Golden Spire – Festival Internacional de Cinema de San Francisco, 1998 e Prêmio Finalista Festival de Cinema de Nova York, 1998

17h
Playing For Change: Paz Através da Música (84 min, EUA/2008)
Diretores: Mark Johnson, Jonathan Walls
Playing For Change: Paz Através da Música, é uma história de esperança, luta, perseverança e alegria. Mark Johnson e Jonathan Walls, juntos com a equipe Playing For Change, viajaram o mundo movidos por uma paixão: para conectar o mundo através da música. Sua ambiciosa jornada levou-os do pós- apartheid da África do Sul, através dos sítios arqueológicos do Oriente Médio, até a beleza remota do Himalaia e além. Usando a tecnologia móvel inovadora, filmaram e gravaram mais de 100 músicos, em grande parte ao ar livre em parques, praças, estradas, nas ruas de paralelepípedos e em meio a montanhas. Cada performance capturada cria uma nova combinação em que os artistas todos estão, essencialmente, realizando em conjunto, apesar de centenas ou milhares de quilômetros de distância. Playing For Change: Paz Através da Música é a história desta colaboração internacional sem precedentes musicais e do notável poder da música.
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=YC-LBpqa9EY

Organizadores:
Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB)
Jisui Zendô (Sanga Águas da Compaixão)
www.aguasdacompaixao.wordpress.com
Local: Usina do Gasômetro, Porto Alegre-RS
Data: dias 21 e 22 de abril de 2012

Informações: Agapan

Abraço de 1988 - Reprodução

O amor ao seu rio é uma característica dos porto-alegrenses (de nascimento e por opção). Na capital gaúcha, o sentimento de respeito por nossa gente, nossas tradições e nossos recursos naturais não é diferente do interior do estado. Pelo contrário, esse sentimento é tão forte e integrado aos costumes do Rio Grande do Sul que faz com que os moradores dessa terra sejam reconhecidos internacionalmente pelo orgulho de ser gaúcho.

O Hino rio-grandense, por exemplo, é ensinado em casa, nas escolas, nas ruas, nos estádios de futebol. Cantar o Hino do Rio Grande do Sul, com força e entusiasmo, é honrar a nossa história e afirmar, com amor e emoção: “Eu sou gaúcho. Eu amo a minha querência!”. (veja o Hino abaixo)

Mas não basta, pra ser livre, ser forte, aguerrido e bravo. Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”.

E são as virtudes do gaúcho que fazem com que o povo do RS seja acostumado a “pelear” por sua gente e por sua terra. Foi aqui que surgiu, em 1971, a Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), primeira entidade ambiental do Brasil, que nesse mês de abril completa 41 anos.  O pioneirismo da Agapan, que iniciou suas atividades sob a liderança de José Lutzenberger, foi protagonista de diversas passagens ambientalistas de protesto e educação ambiental. Em 1988, integrou a força ambientalista brasileira, que foi fundamental para a introdução do capítulo de Meio Ambiente na Constituição do Brasil. Naquele mesmo ano, foi uma das incentivadoras do Ato Público de Abraço ao Rio Guaíba.

Nesse ano, em parceria com as ONGs Ingá Estudos Ambientais, Solidariedade e Instituto de Comunicação Social e Cidadania, a Agapan apoia mais um Abraço ao Guaíba. O evento acontece no dia 21 de abril, durante o Hanamatsuri (Festa das flores japonesa), que acontece na Usina do Gasômetro.

“Entendemos que a Orla é um espaço público, para as pessoas usufruírem, e assim deve ser ocupada, com equipamentos que atraiam a população até ela”, destaca Francisco Milanez, presidente da Agapan.

PARTICIPE DO ABRAÇO AO GUAÍBA

Dia: 21.04.2012
Hora: 16h
Local: Orla do Guaíba, próximo à Usina do Gasômetro
 

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… e no estádio Beira-Rio

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