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Marina Silva recebe camiseta durante lançamento do Coletivo Nova Política-RS

A ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva, e a atual titular da pasta, Izabella Teixeira, receberam ontem, 25, camisetas alertando sobre a rotulagem dos alimentos transgênicos. As entregas foram feitas durante o lançamento do Coletivo Nova Política – Rio Grande do Sul e o Fórum Social Temático, respectivamente.

As peças, feitas com algodão orgânico (naturais e sem agrotóxicos), foram idealizadas pelos integrantes do grupo Observatório Ambiental e confeccionadas pela cooperativa ecológica Justa Trama.

Izabella Teixeira durante o Fórum Social Temático

A intenção inicial do grupo é conscientizar a população sobre a existência do símbolo e sobre a obrigatoriedade da rotulagem em alimentos que contêm Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

Durante a entrega de uma das camisetas, a ministra Izabella Teixeira afirmou que dará mais atenção à questão dos transgênicos no Brasil.

Na foto abaixo, Ester Santurion, professora aposentada e integrante do Observatório Ambiental, entrega uma camiseta para um feirante de Porto Alegre.

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O compromisso da presidenta Dilma Rousseff com a questão do Código Florestal.

Ambientalistas estão na expectativa para ver se a presidenta Dilma Rousseff vai manter sua palavra e vetar o Novo Código Florestal, que é um retrocesso na legislação ambiental brasileira e uma carta de anistia para os desmatadores.

 

Em entrevista à imprensa no dia 26/5/2011, a presidenta Dilma Rousseff comentou a aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o Código Florestal.

Transcrição da entrevista:

“[...]A segunda questão diz respeito à votação do Código Florestal. Eu quero reiterar, aqui, a minha posição a respeito dessa questão. Eu não concordo que o Brasil seja um país que não tenha condição de combinar a situação de grande potência agrícola que ele é com a grande potência ambiental que ele também é. Nós temos, sim, condições de fazer isso. Por isso, eu não sou a favor da consolidação dos desmatamentos, da anistia aos desmatamentos. Eu acho que no Brasil houve uma prática que a gente não pode deixar que se repita. Muitas vezes se anistiava, por exemplo, dívidas, e novamente se anistiava dívidas, e as dívidas eram novamente anistiadas. O desmatamento não pode ser anistiado, não por nenhuma vingança, mas porque as pessoas têm de perceber que o meio ambiente é algo muito valioso que nós temos de preservar, e que é possível preservar meio ambiente — extremamente possível –, produzir os nossos alimentos, sermos a maior… uma das maiores… Eu não vou dizer a maior porque podia parecer muita pretensão, mas nós estamos, sem sombra de dúvida, entre os maiores produtores de alimentos do mundo, e acho que seremos, nas próximas décadas, o maior produtor de alimentos. Nós podemos fazer isso perfeitamente, preservando o meio ambiente, como temos feito sistematicamente um esforço nessa direção. Não sou a favor, não sou a favor da emenda, fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos aqueles que divergem de mim, continuarei firme, defendendo a mudança dessa emenda no Senado.

Jornalista: A senhora pode vetar a emenda?

Presidenta: Eu, primeiro, tentarei construir uma solução que não leve a essa situação de impasse que ocorreu na Câmara, lá no Senado. Agora, quero dizer a vocês que eu tenho compromisso com o Brasil. Eu não abrirei mão de compromisso com o Brasil. Nós temos obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos Poderes e temos de nos respeitar: Judiciário, Legislativo e Executivo. Eu tenho a prerrogativa do veto. Se eu julgar que qualquer coisa prejudica o país, eu vetarei. A Câmara pode derrubar o veto, não é? Você tem ainda as instâncias judiciais. O que eu quero dizer é que eu sou a favor do caminho da compreensão e do entendimento, eu sou a favor deste caminho. O governo tem uma posição, espero que a base siga a posição do governo. Não tem dois governos, tem um governo.[...]“

Monge Yoshihiko Tonohira

Na palestra realizada nessa segunda-feira (23), em Porto Alegre, o monge Yoshihiko Tonohira, acompanhado da filha Yuko Tonohira, falou sobre o cenário atual do Japão e criticou a postura da mídia e do governo daquele país em relação aos desdobramentos da catástrofe que ocorreu em 11 de março de 2011. “A mídia só transmite os discursos do governo e das corporações.”

Faz quase um ano que a região de Fukushima, localizada no nordeste do Japão, foi atingida por fortes abalos sísmicos que arrasaram a cidade. O terremoto e o tsunami sozinhos já causariam muitos estragos. No entanto, o problema foi seriamente agravado com os vazamentos e as explosões dos reatores da usina de Fukushima Daiichi.

Segundo Yoshihiko, o governo sonegou informações para a população sobre os locais mais contaminados com a radiação nuclear.  Ele afirma que os moradores do local ficaram sem saber para onde fugir. No entanto, informa que os militares americanos, que têm bases na região, receberam as informações exatas do governo japonês.

Essa relação submissa do Japão pós-guerra com a cúpula política norte-americana desagrada o monge, que luta, ao lado vários outros japoneses, pelo fim das usinas nucleares. Yoshihiko pede que o governo e as empresas de eletricidade que atuam no Japão se responsabilizem pelos problemas de Fukushima. Afinal, ele questiona, “se a energia é propriedade privada por que os problemas com o lixo nuclear têm que serem arcados pelo povo?”

Além dos danos ambientais, que podem continuar afetando aquela região por muitas décadas, e talvez até por séculos, existem os problemas socioculturais: Mais de 60 mil japoneses continuam refugiados em várias partes do país. Casais têm se separado para que o marido possa continuar em suas propriedades e cuidar da manutenção da família, colocando em risco a sua própria integridade física e o equilíbrio psicológico do grupo familiar.

A contaminação do solo tem se transferido para os alimentos plantados na região. Através do ar e da água (oceanos e rios) a radiação continua se alastrando sem que seja possível mensurar a totalidade de locais, culturas e biodiversidade que será ainda afetada.

Francisco Milanez, presidente da AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), entidade que organizou o evento, perguntou sobre a forma como os brasileiros podem ajudar nessa luta pelo fim das usinas nucleares e pela formação de uma cultura de geração de energia limpa.  Yoshihiko respondeu que é importante ajudar a conscientizar a população brasileira e mundial sobre os sérios riscos que acompanham as usinas nucleares.

Portanto, nesse sentido, se você concorda com esse ponto de vista e acredita também que é possível gerar toda a energia que precisamos de forma limpa, ou seja, utilizando tecnologias modernas e inteligentes que aproveitem recursos naturais renováveis como as ondas do mar, os ventos e o sol, entre outros, ajude-nos a divulgar essa ideia. Compartilhe esse post e tantos outros materiais disponíveis na internet.

Faça a sua parte e sejamos parceiros nessa missão de tornar o mundo melhor para todos.

Mais informações (em inglês) no site divulgado por Yuko Tonohira http://www.jfissures.org/

Esta palestra aconteceu durante o Fórum Social Temático 2012.

Reserva Biológica do Lami José Lutzemberger

A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre ajuizou ação civil pública contra Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho; contra o irmão dele, Roberto de Assis Moreira, o Assis; e contra a empreiteira Reno Construções e Incorporações Ltda, por danos ao meio ambiente causados a partir de 2009 na propriedade do jogador, localizada na Estrada da Ponta Grossa, antiga sede do Teresópolis Tênis Clube.

A ação teve o pedido de liminar concedido pela Justiça obrigando a remoção de um trapiche, de uma plataforma de pesca e de um atracadouro na superfície do Lago Guaíba. A decisão defere também o pedido de demolição da canalização do Arroio Guabiroba com muros e pedras, a retirada da pavimentação e impermeabilização das margens e das pontes edificadas sobre o seu curso, que foram construídos na Unidade de Conservação da Reserva Biológica do Lami José Lutzemberger. O prazo é de 30 dias a contar da intimação, sob pena de pagamento de multa no valor de R$ 10 mil por dia de descumprimento.

Eles ainda ficam obrigados de não realizar novas intervenções nas Áreas de Preservação Permanente do Lago Guaíba e nas faixas marginais do Arroio Guabiroba, que atravessa a propriedade de Ronaldinho Gaúcho, sem a devida licença ambiental prévia, sob pena de multa de R$ 50 mil por cada transgressão.

Conforme a ação civil pública, assinada pelos promotores de Justiça Alexandre Saltz, Ana Maria Marchesan, Annelise Steigleder e Carlos Paganella, todas construções foram feitas sem licença do órgão ambiental municipal. Além disso, os demandados ignoraram notificações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para interromper as obras e, inclusive, impediram técnicos de entrarem no imóvel para realizar vistoria por duas vezes.

De acordo com a inicial, Ronaldinho Gaúcho e Assis fizeram uso privado de uma área pública de um lago navegável do Estado. A ação civil pede, após o trânsito em julgado, que seja elaborado projeto técnico por profissionais habilitados para a recomposição da área onde espécies nativas foram derrubadas, além da restauração da morfologia do terreno encontrada antes da impermeabilização da superfície do Arroio Guabiroba.

Fonte: MPE 
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

 

Brasil e Argentina estão entre as apostas da multinacional alemã para dar continuidade aos projetos de mutações genéticas artificiais.

Em nota, divulgada esta semana, a empresa afirma: “Vamos nos concentrar nos mercados atraentes para a biotecnologia de plantas na América do Norte e do Sul e os mercados de crescimento na Ásia.

Em outras palavras, essa afirmação quer dizer: “Já que não aceitam os nossos produtos aqui na Europa, vamos para os lugares onde o povo não tem conhecimento sobre os perigos dos transgênicos e o nosso dinheiro pode comprar políticos e governos”.

 

Anvisa interdita agrotóxico na fábrica da Basf (notícia de março de 2010)

Para realizar “projeto de revitalização do Centro Histórico”, a prefeitura de Porto Alegre mandou cortar uma das já muito raras árvores de grande porte do Centro da cidade.

Dessa vez, a vítima imediata foi uma ficus que ajudava a manter o clima um pouco mais agradável no centro da cidade, que está muito poluído e quente no verão.

O dinheiro utilizado para a remoção, pasmem, é oriundo de Termo de Compensação Vegetal. Segundo nota divulgada para a imprensa pela assessoria de comunicação da prefeitura, R$ 800mil oriundos desse fundo serão utilizados para restauro da Praça Otávio Rocha, situada entre as Ruas Alberto Bins, Senhor dos Passos e Otávio Rocha, que acolhia a árvore.

Na nota, a prefeitura alega que a árvore oferecia “risco de queda e que compromete a estrutura do muro e da rede de esgotos, além de danificar o monumento (em execução)”.

O fato está causado polêmica entre os moradores da capital gaúcha que têm se manifestado via Redes Sociais. Uma petição on-line foi criada em “repúdio à derrubada de árvores em Porto Alegre”.

A foto abaixo foi divulgada no facebook.

Esse não é o primeiro caso, e certamente não será o último, denunciado aqui no blog Observatório Ambiental.

Outro caso, envolvendo a remoção da maior árvore da Avenida Azenha que cedeu lugar a um estacionamento, foi encaminhado para a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e está sendo acompanhado pelo Promotor Alexandre Sikinowski Saltz.

Foto: Xingu Vivo

O Ministério Público Federal (MPF) recebeu denúncias hoje dos índios Arara de que a qualidade das águas do Xingu – de que eles dependem para beber e cozinhar – já foi afetada pelo início das intervenções físicas no rio, confirmadas ontem pela Norte Energia SA (Nesa).
A empresa, responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, começou em janeiro a fazer as ensecadeiras – dispositivos para conter as águas do rio e permitir as obras de engenharia – jogando aterro, barro e cascalho no leito do Xingu. Os índios foram surpreendidos pela mudança na água, que se tornou barrenta e cheia de sedimentos.

“A comunidade indígena está preocupada com a qualidade da água do rio Xingu, pois não possuímos poço e utilizamos a água do Xingu para beber e cozinhar. A água já está barrenta e os indígenas já estão ingerindo essa água”, diz o documento assinado pelas lideranças Arara.

“As medidas que deveriam ter sido adotadas antes da construção da barragem não foram tomadas pois o Programa Básico Ambiental ainda não foi aprovado e não começou a ser implementado”, acrescenta a carta enviada ao MPF.

O documento pede “providências urgentes e imediatas para garantir a qualidade da água consumida pela aldeia” e o envio de uma equipe para analisar a qualidade da água e construir poços artesianos nas aldeias Arara da Volta Grande, Paquiçamba e Muratu (do povo Juruna, também afetado).

Vistoria – O procurador da República Cláudio Terre do Amaral, que atua em Altamira, quer que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Agência Nacional de Águas (ANA) façam vistoria urgente no local das obras, com análise da qualidade da água que chega nas aldeias indígenas. Ele também pediu providências para sanar os problemas.

Também foram enviados questionamentos à Nesa e à Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o início das obras físicas no rio sem o cumprimento das condicionantes. Para essa parte das obras, o Ibama emitiu uma Autorização de Supressão de Vegetação que permite a derrubada de cinco mil hectares de floresta, o que corresponde a cinco mil campos de futebol.

Veja aqui a carta dos índios Arara e aqui a Autorização de Supressão de Vegetação emitida pelo Ibama.

As informações são da Assessoria de Comunicação do MPF/Pará

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